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 ORIENTAÇÕES       

          A cirurgia cardíaca atualmente é fato corriqueiro no dia a dia de muitas pessoas.  Hoje é comum conhecermos pessoas que foram operadas, levando uma vida praticamente normal.
         Ainda assim, a cirurgia cardíaca é um procedimento de alta complexidade e com riscos inerentes a qualquer cirurgia de grande porte. A formação de uma equipe multidisciplinar treinada e com experiência, além de um hospital com instalações e equipamentos adequados são pré-requisitos básicos para um maior índice de sucesso operatório.
         As doenças cardíacas tratadas cirurgicamente dividem-se habitualmente em quatro grupos principais:

·         Doença Arterial Coronária

·         Doenças Valvares

·         Cardiopatias Congênitas

·         Doenças da Aorta

         A indicação para o tratamento cirúrgico é definida geralmente por consenso entre o cirurgião cardiovascular e a equipe multidisciplinar que inclui entre outros: cardiologistas, anestesistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos, além de outros especialistas necessários, a depender da presença de outras doenças associadas (pulmonar, renal, etc...), sendo muito importante para o sucesso da cirurgia, baseando-se não somente na presença de sintomas, mas também na avaliação de exames cardiológicos que atestem o elevado risco da doença frente aos riscos inerentes a cirurgia.
         Algumas medidas são recomendadas antes do ato cirúrgico, quando possível, destacando-se:

- Abandonar o etilismo e tabagismo;

- Controle rigoroso do diabetes;

- Perder peso nos casos de obesidade e sobrepeso;

- Mudanças nos hábitos de higiene, tratamento dentário nos casos de trocas valvulares;

- Fisioterapia respiratória nos portadores de doença pulmonar;

- Suspensão de alguns medicamentos que possam gerar problemas no pós-operatório, como antiagregantes plaquetários, anticoagulantes entre outros;

- Encaminhar doadores de sangue para os hemocentros.

         Alguns fatores de risco sabidamente tem interferência na mortalidade e complicações no pós operatório: idade (>60 anos), sexo feminino, infarto do miocárdio, diabetes, cirurgia cardíaca prévia, cirurgia de emergência ou de urgência, insuficiência renal e doença pulmonar obstrutiva crônica. Outros fatores como desnutrição e doenças que alteram a imunidade também contribuem para um resultado ruim.


PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO

         A internação hospitalar ocorre na véspera do procedimento cirúrgico quando são atualizados os exames pré-operatórios (Laboratoriais, Raios-X do Tórax e Eletrocardiograma), pesagem e tipagem sanguínea. O jejum recomendado para as cirurgias eletivas é de no mínimo 8 h e a tricotomia (depilação específica para cirurgia) é realizada na manhã da cirurgia.

ADMISSÃO NO CENTRO CIRÚRGICO

         Após transferência do quarto para o centro cirúrgico, são realizados os procedimentos de monitorização que antecedem a cirurgia propriamente dita. A anestesia é geral, então o paciente permanece inconsciente durante todo o procedimento. Ao final da cirurgia o paciente é transferido para UTI acompanhado pelo anestesista.

ADMISSÃO NA UTI E PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO HOSPITALAR

         Na UTI o paciente é recebido pela equipe responsável ainda sob efeito anestésico residual, onde permanecerá por aproximadamente 02 dias sob cuidados intensivos e monitorização de diversos parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, frequência e padrão respiratório, diurese e débito dos drenos, avaliação médica contínua, fisioterapia e cuidados de enfermagem.

         No segundo dia de pós-operatório, habitualmente os drenos e cateteres são retirados e é prevista alta da UTI para o quarto ou unidade semi-intensiva, permanecendo ao lado dos familiares e iniciando o período de reabilitação com caminhadas e exercícios respiratórios. São frequentes neste período a dor, o inchaço nos braços, pernas e face, insônia, palidez e falta de apetite e vão gradativamente melhorando com o passar dos dias.

         Entre o 5º e o  7º dias de pós-operatório, a depender das condições clínicas e exames complementares normais, programa-se a alta hospitalar. Neste período é retirado o fio de marcapasso provisório implantado na cirurgia e são ajustadas as medicações indicadas para cada caso.

CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS DOMICILIARES

         A colaboração do paciente no período pós-operatório é indispensável.  Em casa o paciente continua o período de reabilitação com caminhadas e exercícios respiratórios aprendidos durante a internação, além dos cuidados com a ferida cirúrgica e o uso regular da medicação. A regularização do apetite, do sono e das sensações de segurança e confiança vão sendo gradativamente alcançadas.

         Algumas dúvidas são frequentes e constituem questionamentos de praticamente todos os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Dentre as mais comuns, destacamos:

- O prazo para o retorno ao trabalho é bastante variável e depende de diversos fatores que incluem o tipo de atividade profissional, o tipo de cirurgia realizada, outros problemas de saúde ou complicações. Varia em média de 1-3 meses. Após três meses o paciente praticamente retorna as suas atividades normais seguindo as orientações médicas específicas para cada doença;

- Dormir de peito para cima nos 02 primeiros meses após a cirurgia (O osso esterno - do meio do tórax - é fixado firmemente com fios de aço, porém sua completa consolidação leva cerca de dois meses). Alguns pacientes mantêm dificuldade para dormir após a alta hospitalar. Se for o caso, peça orientação médica;

- Atividades físicas leves são recomendas desde a alta hospitalar (Exercícios prolongados e atividades extenuantes devem ser evitadas). Caminhadas de 15 a 30 minutos em área plana, com acompanhante e com pouco sol são recomendadas. No prazo de 4-6 semanas e à medida em que se perceber mais forte, o paciente pode aumentar o ritmo de suas atividades;

- As incisões cirúrgicas frequentemente apresentam sensações de queimação, coceira, dormência ou formigamento e habitualmente desaparecem espontaneamente;

- O inchaço na perna e no tornozelo depois de retirada da veia safena é comum. A elevação da perna nestes casos ajuda a diminuir o edema. Evite cruzar as pernas;

- Nos primeiros 15 dias após a alta hospitalar o paciente deve manter o repouso domiciliar. Neste período habitualmente é realizado o retorno ambulatorial. Após 15 dias o paciente poderá fazer visitas curtas a familiares e amigos, porém deve evitar locais de aglomeração tais como cinema, igreja, teatro ou contato com pessoas doentes;

- Nos primeiros 10- 15 dias os cuidados com as feridas cirúrgicas devem ser mais intensos. Mantenha as incisões limpas e secas após o banho. Informe-se com seu médico sobre a melhor forma de realizar o curativo;

- Nos primeiros 02 meses deve-se evitar carregar pesos tais como malas, crianças, cadeiras, etc. Quando obrigado a subir escadas, fazê-lo devagar, descansando se necessário. Evitar esforços após as refeições;

- Viagens prolongadas (maiores que duas horas) devem ser evitadas sempre que possível. Não podendo ser evitadas, devem ser intercaladas com períodos curtos de caminhadas;

- A retomada das atividades sexuais é parte importante no retorno à vida normal.
Em razão dos componentes emocionais presentes, é muito importante um diálogo aberto e franco entre os parceiros, tendo em vista aspectos como ansiedade, medo e demais sentimentos. Podem ser reiniciadas após 45-60 dias após a alta hospitalar. Recomenda-se moderação e adoção de posições passivas, evitando a pressão sobre o tórax. No caso de mulheres, um possível plano de engravidar deve incluir consulta e planejamento médico;

- Atividades domésticas como limpar a casa e passar roupas só devem ser realizadas após 30 - 45 dias da alta hospitalar;

- Deve-se aguardar um período de 02 meses antes de retornar a dirigir. Além do esforço físico e stress emocional, a lentificação dos reflexos no período inicial de pós-operatório pode ser prejudicial;

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